| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Trochilinae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | H. sapphirina |
O beija-flor-safira é uma ave apodiforme da família Trochilidae.
Seu nome científico significa: do (grego) hulë = floresta, mata; e kharis = beleza; e do (latim) sapphirinus = da cor da safira. ⇒ Beleza da floresta da cor da safira. “Saphir” de Buffon (1770–1783), e “Sapphire Humming-Bird” de Latham (1783), (Hylocharis).
Mede aproximadamente 9 cm, 3 a 5 g. Partes superiores verde escuro, mento castanho-avermelhado, garganta e peito azul violeta iridescente, abdome verde, criso branco, infracaudais e cauda ( contra a luz ) transparecendo castanho. Sob a luz incidente a cauda varia do bronze ao azul-aço ao passo que o pescoço anterior e peito ficam azul-arroxeados brilhantes. O bico é reto e vermelho de ponta negra. A fêmea possui partes inferiores esbranquiçadas, com grandes discos brilhantes em verde-azulados na garganta e no peito e mento canela. Possui aproximadamente 9 centímetros.
Voz: voz aguda, lembrando a de insetos ou de morcegos. Às vezes, a vocalização é quase inaudível para nós. “tli, tli, tli”. Também um “seeeeeee” irregularmente repetido, prolongado e agudo. Série de 4-7 notas agudas e repetidas a cada poucos segundos, “sping … sping … sping …” ou mais bisilábico “sping … spewee … spewee … spewee”.
Não possui subespécie.
Na época do acasalamento dá-se uma série de acontecimentos variáveis. Numa primeira fase o macho canta e se exibe para chamar a atenção de qualquer fêmea. Numa segunda fase o macho executa voos nupciais diante de uma determinada fêmea. A nidificação está entregue unicamente aos cuidados da fêmea. Nos minúsculos ninhos dois ovos são a melhor forma de aproveitamento de espaço. O tamanho do ovo corresponde ao tamanho de um feijão branco.
Floresta, beira da mata e capoeira. Visto frequentemente nas copas. Durante as horas da sua maior atividade é muito agressivo. Toma banho na chuva. Há necessidade de tanta limpeza devido ao constante contato com o líquido viscoso das flores. Gosta de tomar banho de sol e se espreguiça após o descanso. Dorme de bico para a frente, a cabeça um pouco levantada, posição semelhante a que assume durante a chuva e quando canta. Coloca frequentemente as asas por baixo da cauda. Pousa abertamente num galho fino para dormir.
Ocorre do norte da América do Sul ao rio Madeira (Amazonas) e Belém (Pará). No Brasil, de Alagoas a São Paulo. Paraguai e Argentina.